Factóide é arma para confundir, diz jornalista
Ao avaliar os últimos acontecimentos no cenário político que aparenta uma estratégia organizada de grupos clamando por democracia, o radialista e jornalista Elias Teixeira considera que essas ações pretendem confundir parte da sociedade mal informada e que não busca de maneira espontânea o conhecimento dos fatos, dando atenção apenas ao que lê nas manchetes tendenciosas. "Essas pessoas se contentam em dar opiniões e formar suas ideias a partir de manchetes de jornais" - enfatiza.
"O que há de relevância ver gente, inclusive jornalistas, levantar bandeira clamando em nome da democracia em um país democrático como o nosso?" Clamar por democracia seria relevante em países totalitários, mas nesses países eles teriam sérias dificuldades como perseguições e prisões - afirma. Para o jornalista, esses atos servem para manter o discurso ideológico que acabou levando-os ao poder no passado, mas que a sociedade mudou. "O discurso que valia antes, agora está desgastado; a nova realidade que o país vive depois da última eleição presidencial quebrou o ciclo de uma política que pretendia desenvolver um projeto de poder para além de nossas fronteiras e sustentava-se a custas de financiamentos, propinas e uma relação marginal com o congresso e o judiciário".
O jornalista também avaliou que essa quebra de sequência no comando do executivo do país trouxe a tona muitos fatos ocultados por esse alinhamento de interesse entre os três poderes e os setores que dominam a mídia.
"Estava tudo em casa; a oposição entre eles era fake; os apoios de grupos sociais eram financiados; aqueles que faziam duros protestos contra a corrupção anteriormente foram abrigados por aquele governo; as elites que por muitos anos foram criticadas, começaram a comer do mesmo prato e se tornaram uma peça imaginária, sempre lembrada nos discursos. Era tudo uma farsa bem arquitetada; uma engrenagem funcionando para interesses de poder que incluía o povo apenas como alavanca que os projetava através do voto para seus cargos. Muitas coisas que levaram o país a graves problemas de corrupção e seus planos de poder só foram divulgados quando não podiam mais negar" - sustenta. Para o jornalista, agora eles estão criando uma sensação de que as coisas não vão bem, atacando diretamente a figura do presidente da república, sem nenhuma base para sustentar suas teses; esses que acusam de atos antidemocráticos aqueles que empunham a bandeira nacional. Vivem diuturnamente articulando uma maneira de desgastar o governo na tentativa de torná-lo o que eles acreditam que seja. "Eles chamam o presidente de fascista, ditador, homofóbico, racista e ultimamente de genocida, sem nenhuma prova concreta de que isso seja verdade. Fazem muito barulho; querem provocar reações agressivas do presidente, para depois dizerem que tem razão no que dizem a respeito dele".
"Se não criarem esses factoides, esse espírito combativo se dilui. Eles pretendem fazer as coisas parecerem como dizem ser, e se utilizam de todos os instrumentos a favor de suas ideias, inclusive, com o apoio de grande parte da mídia alinhada com seus interesses".

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