Eu Tenho fé
Diante das incertezas e dos desalinhamentos de informações que causam dúvidas, a fé começa a ocupar o espaço antes desprezado pela exigência de fatos científicos e minuciosamente observados pelos especialistas.
É importante acreditar na ciência. Mas tanto a ciência, inalcançável pela maioria leiga que depende de estudos e análises dos cientistas, quanto as crenças religiosas que estimulam a fé no desconhecido. O leigo também precisa acreditar no que dizem os cientistas, pois não tem as mínimas condições de se utilizar de todos os recursos, nem de expertise para comprovar o que diz os estudos científicos, a não ser confrontá-los com os seus princípios e valores.
Mas entre a fé na ciência e a fé em Deus, a grande maioria prefere crer em Deus. Pois se a ciência não é capaz de observar Deus em laboratório ou através da mira de seus microscópios, é sinal de que a ciência é limitada à percepções humanas. Por outro lado, se a ciência enquanto conhecimento que se altera com o tempo ao passo que o estudo científico avança, é possível entender que a ciência não é absoluta e depende de algo previamente existente para estudar e provar suas razões.
Esse é o limite da ciência: o ponto de partida. Quando se trata de fé, lidamos em ambiente onde a ciência não alcança, a preexistência e a pós existência. É possível à ciência, explicar como uma semente germina, mas não vai além disso. O antes e o depois, a ciência não pode garantir. Explica-se a fecundação de um óvulo, mas o antes e o depois são vácuos inexplicáveis. É possível estudar a letalidade de um vírus, mas como cada organismo infectado vai reagir ao seu ataque é uma incógnita. É nesse vácuo que a fé prevalece aos prognósticos científicos.
Entre a ciência e a fé, apesar de essas duas vertentes necessitarem de crença entre os leigos, é a fé em Deus o elemento que sobrevive às incertezas quando as explicações e estudos não convencem mais.

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